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Setor imobiliário nacional atrai mais investidores estrangeiros

Na semana passada, o bilionário investidor do setor imobiliário Sam Zell disse que o Brasil seria sua escolha, caso tivesse de fazer uma única aposta nos próximos anos. “Eu compraria Brasil” respondeu de forma categórica, ao ser questionado sobre onde os investidores deveriam mirar em caso de terem uma única chance no mercado de imóveis. O americano comprou em 2005 14% das ações da construtora Gafisa, uma das maiores do Brasil, e deve continuar investindo alto por aqui.

Seguindo os passos de Zell, investidores estrangeiros têm dirigido um novo olhar para a construção civil brasileira. Americanos, europeus e árabes começam a ver prédios comerciais e residenciais, habitações populares e shopping centers nos grandes centros do País como um bom destino para seu dinheiro. Antes, apenas os empreendimentos turísticos no Nordeste, voltados principalmente para segunda moradia de europeus, mantinham tal status.

Dados da consultoria Cushman & Wakefield mostram que, em 2007, o Brasil foi o 11º país que mais recebeu investimentos estrangeiros no setor imobiliário, com cerca de US$ 14 bilhões. O volume é 143% maior que o recebido no ano anterior. Entre os emergentes, apenas a China teve desempenho melhor: recebeu US$ 15 bilhões. Boa parte desse crescimento se deve à entrada de novos segmentos no radar dos grupos internacionais.

“Cresceu o interesse por habitações populares e centros de compras, por exemplo, o que não existia três anos atrás”, diz o presidente do Sindicato das Empresas de Habitação (Secovi-SP), João Crestana. Segundo ele, o investimento nesses setores é mais racional. “A primeira leva de investimentos, no Nordeste, foi muito levada pelo entusiasmo”, afirma.

Os europeus, que mais investiram em resorts e imóveis para segunda moradia na região, lideram novamente o movimento. Segundo Crestana, empresas da Espanha, Portugal, Alemanha, Reino Unido e dos países nórdicos estão estudando ou já investem em novas modalidades imobiliárias no Brasil.

No último Salão Imobiliário de Madri, em abril, foram anunciados investimentos de cerca de 30 milhões em empreendimentos fora do Nordeste nos próximos seis meses, informa Maurício Eugênio, da agência publicitária Eugênio, especializada no setor imobiliário. “De 15 a 20 novos players europeus devem ingressar no País dentro de 12 meses”, afirma. Até então, a entrada desses grupos vinha ocorrendo por meio de associações com empresas locais, compra de ações ou participação em fundos de investimento.

O espanhol Grupo Balboa é um dos poucos que já se instalou por aqui. Há três anos, chegou ao Brasil apostando nos empreendimentos para primeira moradia. “A demanda interna por habitação é o grande mercado no Brasil”, diz o presidente da subsidiária brasileira, Jonas Balboa. “O segmento de segunda moradia para estrangeiros ainda não está maduro.”

No ano passado, a incorporadora espanhola fez seu primeiro lançamento. Em parceria com as nacionais Company e Helbor, está construindo um condomínio com 714 apartamentos em Guarulhos (SP), voltado à classe média alta. Este ano, vai lançar outros 1,5 mil apartamentos em três novos projetos no Estado, com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 550 milhões. Com os investimentos, o País já representa 17% do volume de negócios do grupo no mundo. Em três anos, a expectativa é que essa participação represente um terço do total.

“Acreditamos que o mercado imobiliário brasileiro de primeira moradia vai crescer de forma estruturada nos próximos 10 a 15 anos”, diz Balboa. Segundo ele, o otimismo se justifica pela profissionalização e capitalização das companhias brasileiras do setor.

Segundo o diretor da Câmara Espanhola de Comércio, Fábio Mortari, um dos motivos para o despertar dos espanhóis para novos segmentos foi a crise imobiliária naquele país. “Os preços lá ficaram insuportáveis”, diz. Para ele, a oferta em excesso de empreendimentos no Nordeste também colaborou. “Há muitos lançamentos e a terra já não está tão barata.”

Além disso, Mortari acredita que os investidores buscam alternativas de investimento imobiliário mais seguras. “Muitos querem fugir dos riscos dos empreendimentos turísticos, atrelados à sazonalidade”, diz. Imóveis comerciais e shoppings em centros como São Paulo e Rio, por sua vez, já têm mercado consolidado. “O retorno é praticamente garantido.”

Garantido e rápido, acredita Maurício Eugênio. Segundo ele, as licenças e aprovações ambientais de projetos turísticos podem fazer com que o investidor leve anos para ver o empreendimento pronto – e receber o retorno sobre o capital investido. “Em outros tipos de incorporação, se vê resultado em menos de um ano.”

Fonte:  O Estadão.

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