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Ações do setor imobiliário subiram até 300%

O crescimento do mercado imobiliário em 2009 pegou em cheio as ações das empresas do setor. Alguns papéis valorizaram mais de 300% em 12 meses contabilizados até sexta-feira.

Agência Estado

Apesar da alta acumulada, o segmento de construtoras e incorporadoras não é unanimidade como endereço de investimento para os próximos meses.

Ricardo Torres, professor de Finanças da Brazilian Business School (BBS), está entre aqueles que recomendam o setor. Ele avalia que as perspectivas para este ano são favoráveis, principalmente para as companhias cujos produtos são dirigidos às classes de menor renda, como Tenda e MRV, entre outras.

Torres afirma que os investidores podem se beneficiar caso incluam em suas carteiras papéis do setor imobiliário. “A demanda por habitação, que ficou reprimida durante longo tempo, pode ser atendida, já que existe crédito e as condições de financiamento estão melhores”, avalia.

O professor da BBS avisa, porém, que não é necessário ter pressa na definição ou na aquisição das ações. Segundo ele, as mudanças de direção do mercado podem proporcionar boas oportunidades de compra. “Certamente, quem entrar no mercado hoje ou aumentar seus investimentos, dentro de 15 anos terá obtido rendimentos imbatíveis.”

Histórico
Ricardo Pinto, coordenador do curso de MBA em Negócios Imobiliários, da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), não desencoraja a compra de ações do setor, mas recomenda cuidados antes da decisão. Pinto alerta para a necessidade de conhecer a história da empresa antes de qualquer definição.

Segundo ele, é importante verificar a trajetória de cada companhia no segmento de atuação e no mercado acionário, bem como conhecer os motivos que levaram seus papéis à valorização. “É preciso saber se as razões são sólidas ou momentâneas”, diz.

Desempenho na crise
Ele faz ressalvas a papéis de companhias que tiveram altas a partir de incentivos governamentais. “Em 2010, teremos eleições. Quem garante que o novo governo vai dar seguimento aos programas em andamento hoje?” O professor da Faap afirma que o fim dessa classe de incentivo poderia trazer dificuldades às empresas que têm foco nos empreendimentos populares, o que, segundo ele, teria reflexos diretos sobre o valor dos papéis.

Pinto também recomenda, sobretudo aos neófitos em Bolsa, que pesquisem o desempenho da empresa antes e depois da crise econômica que atingiu o auge em setembro de 2008, chegou ao Brasil com força em dezembro daquele ano e começou a ceder em abril de 2009. Pinto recomenda a leitura de jornais. Ele reputa como um meio eficiente de conferir como a companhia se saiu durante o período de turbulência. “Prefira aquelas que tiveram menos dificuldades”, orienta.

O professor pede cautela especial ao pequeno investidor que, acredita, “não tem a persistência dos grandes, o que, em mudanças bruscas, pode levar a perdas.”

Sandra Perez, analista da Coinvalores, vê boas perspectivas nas ações de empresas do mercado imobiliário. Ela afirma que as captações de recursos se transformam em lançamentos e vendas, o que calibra os caixas das companhias. A analista afirma que, se não houver altas bruscas dos juros, o setor não enfrentará grandes problemas.

Fonte: Último Segundo.

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